Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Valentino Garavani morre aos 93 anos em Roma

Criador da grife Valentino e referência da alta-costura mundial, estilista italiano marcou a moda ao vestir realeza e grandes estrelas
Valentino Garavani morre aos 93 anos em Roma
Valentino Garavani morre aos 93 anos em Roma - Foto: Stephane Cardinale/ Getty Images

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O estilista Valentino Garavani morreu nesta segunda-feira (19/01) aos 93 anos, em sua casa em Roma. Fundador da grife Valentino, o estilista italiano foi um dos nomes mais influentes da moda do século 20 e marcou gerações ao vestir integrantes da realeza, estrelas de Hollywood e figuras da alta sociedade. A morte de Valentino Garavani ocorreu anos após sua aposentadoria das passarelas, anunciada em 2008, encerrando uma carreira que ajudou a definir o luxo e a alta-costura internacional.

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Em comunicado oficial, a Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti informaram: “Ele faleceu em paz em sua residência em Roma, cercado pelo amor de seus entes queridos”. No entanto, a causa da morte não foi divulgada. O funeral está marcado para a manhã de sexta-feira, na Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, também na capital italiana.

Considerado um dos estilistas mais renomados do cenário internacional, Valentino ficou conhecido pelo estilo sofisticado, pelas criações de alta-costura feminina e pelo famoso “Vermelho Valentino”. Além disso, vestiu nomes icônicos como Jackie Kennedy, a princesa Diana e Audrey Hepburn. Sua lista de clientes também reuniu Elizabeth Taylor, Sophia Loren e diversas princesas europeias. A estética de Valentino é descrita pela imprensa especializada como ultra-feminina e teatral na medida certa, com destaque para linhas limpas, uso de chiffon, laços, flores e o contraste entre preto e branco.

A marca foi fundada em 1960, e Garavani foi apelidado de “o último imperador” em um documentário lançado em 2008 e de “o Sheik do chic” por John Fairchild, ex-editor do Women’s Wear Daily. “Na Itália, existe o Papa — e existe Valentino,” disse Walter Veltroni, então prefeito de Roma, em reportagem publicada pela revista The New Yorker em 2005. Ao lado de Giancarlo Giammetti, seu parceiro de negócios mais próximo, o estilista ajudou a garantir à moda italiana espaço entre os grandes ateliês de alta-costura de Paris, abrindo caminho para marcas como Armani e Versace, além de construir uma fortuna com licenças e se tornar a primeira marca de designer cotada na bolsa de valores de Milão.