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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta a Cuba neste domingo (11/01) e pediu que o país feche um acordo “antes que seja tarde demais”. A declaração ocorre uma semana após forças norte-americanas invadirem a Venezuela e capturarem Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos e responde a acusações de narcotráfico. No Truth Social, Trump afirmou: “A Venezuela agora tem os Estados Unidos, o maior poder militar do mundo (de longe), para protegê-los. Não vai ter mais petróleo e dinheiro indo para Cuba – zero! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, antes que seja tarde demais”.
Segundo Trump, por muitos anos Cuba teria recebido grandes volumes de petróleo e recursos financeiros da Venezuela e, em troca, oferecido serviços de segurança aos dois últimos governos venezuelanos. Ainda de acordo com o republicano, essa relação chegou ao fim após a ação militar dos EUA. “Muitos desses cubanos foram mortos na última semana do ataque dos EUA, e Venezuela não precisa mais de proteção de bandidos e extorsionários que os mantiveram reféns por tantos anos”, escreveu.

O ex-líder venezuelano, Nicolás Maduro, está detido nos Estados Unidos sob acusação de narcotráfico e se declarou inocente em sua primeira audiência, realizada na segunda-feira (05). A próxima sessão do processo está marcada para o dia 17 de março.
Pouco depois da publicação, Trump compartilhou um post de um usuário sugerindo que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deveria ser o presidente de Cuba. Em resposta, o republicano comentou: “Parece bom”. Rubio, que é descendente de cubanos, ocupa posição central no governo Trump, acumula os cargos de secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional e defende uma transição política em Cuba, país que seus pais deixaram antes da Revolução de 1959.

Agora, Cuba parece estar na mira do chefe do Executivo americano, pois a Venezuela supostamente fornece cerca de 30% do petróleo consumido em Cuba, o que deixa a capital Havana exposta em caso de colapso do fornecimento, na ausência de Maduro.







