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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (30/07) que a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros começa a valer já nesta sexta-feira, 1º de agosto, e descartou qualquer possibilidade de adiamento. A medida, anunciada oficialmente por meio de decreto, eleva a tarifa total para 50%, somando os 10% já definidos em abril. Apesar do impacto, uma lista com 694 exceções aliviou parte do setor produtivo brasileiro.
De acordo com estimativa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), cerca de US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras, o que representa 43,4% do total vendido aos EUA, não serão afetadas pela nova taxa. Hoje, o Brasil exporta aproximadamente 4 mil produtos para os Estados Unidos. As exceções foram divididas entre 129 itens diretamente isentos e outros 565 ligados à aviação civil.
Entre os produtos que ficaram de fora da tarifa extra estão: suco de laranja, castanhas, celulose, gasolina leve, óleo combustível, ferro-gusa, minério de ferro, carvão, ventiladores, motores, baterias, móveis, máquinas e equipamentos, pneus, energia elétrica, fertilizantes, fibras têxteis, pedras e metais preciosos, gases industriais, gás natural, petróleo e derivados, além de aviões e peças aeronáuticas como turbinas, pneus e motores.
Por outro lado, diversos setores seguirão sendo penalizados com a tarifa adicional. Entre os produtos que continuam no alvo da Casa Branca estão: café, carne, cacau, frutas (como manga), açúcar, calçados, itens da indústria têxtil e de vestuário, automóveis, autopeças, cobre, semicondutores, fármacos, pescados, aço, alumínio e armas. Muitos desses produtos, inclusive, já estavam sendo investigados por práticas comerciais desleais nos Estados Unidos.







