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Um grupo de senadores do Brasil embarcou nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos com o objetivo de negociar alternativas ao possível “tarifaço” que o presidente americano Donald Trump pode impor ao Brasil a partir de 1º de agosto. Apesar da mobilização, interlocutores do governo brasileiro informaram que Trump não autorizou qualquer tipo de diálogo entre a Casa Branca e os parlamentares brasileiros. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pelo portal G1 e gera preocupação entre diplomatas, que veem a iniciativa com receio.
A missão dos senadores é tentar reverter a intenção de Washington de aumentar tarifas sobre produtos brasileiros, medida que poderia impactar diretamente setores estratégicos da economia nacional. No entanto, as tratativas estão sendo esvaziadas antes mesmo de começarem. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou na quinta-feira (24) que houve conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, mas reforçou que todas as decisões estão concentradas na Casa Branca, o que reduz significativamente o poder de negociação da comitiva brasileira.
Além disso, o presidente Lula tem dito que Trump não demonstra interesse em abrir qualquer tipo de negociação com o Brasil. Essa percepção é compartilhada por outros representantes brasileiros nos Estados Unidos, como o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que participa de uma missão oficial da ONU em Nova York. Segundo ele, o clima é de apreensão, e “ninguém parece disposto a desafiar Trump”, devido ao controle centralizado das decisões.
Outro fator que enfraquece a tentativa brasileira é o boicote político à viagem. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o blogueiro Paulo Figueiredo, aliados de Trump, se manifestaram contra a missão dos senadores, o que pode ter contribuído para a resistência da Casa Branca em receber os parlamentares.







