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Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (06/02) que não pretende se desculpar pelo vídeo racista publicado em suas redes sociais, no qual o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama aparecem representados como macacos. Segundo o próprio Trump, ele não considera que tenha cometido um erro ao compartilhar o conteúdo. “Não, eu não cometi um erro”, disse o presidente a jornalistas, de acordo com o New York Times. O vídeo, publicado na Truth Social, também reforça alegações falsas sobre fraude eleitoral e voltou a alimentar teorias da conspiração envolvendo as eleições de 2020.
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Ainda conforme Trump, ele teria visto apenas parte do material antes da publicação. “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral… e não o vi completo”, afirmou. Ele também declarou que repassou o vídeo à equipe para publicação enquanto estava a bordo do Air Force One e que, segundo ele, o conteúdo não teria sido totalmente revisado. “Geralmente elas [da equipe] olham tudo, mas acho que alguém não olhou”, acrescentou.
O vídeo publicado mostra os rostos de Barack e Michelle Obama sobrepostos a corpos de macacos, enquanto a música “The Lion Sleeps Tonight” toca ao fundo. Além disso, o vídeo repete acusações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição presidencial vencida por Joe Biden em 2020. O material permaneceu no ar por aproximadamente 12 horas e foi apagado após forte repercussão negativa.
Inicialmente, a Casa Branca minimizou o caso. Em comunicado enviado à AFP, a porta-voz Karoline Leavitt classificou a reação como exagerada e atacou a cobertura da imprensa. “Isso é um trecho de um vídeo publicado na internet que mostra o presidente Trump como rei da selva e os democratas como personagens do ‘Rei Leão’. Parem com essa indignação falsa e relatem algo que realmente importe ao público americano hoje”, declarou. Posteriormente, porém, a versão oficial mudou. Um alto funcionário do Executivo afirmou à AFP que “um funcionário da Casa Branca publicou esse conteúdo por engano. Ele foi apagado”, sem dar mais detalhes sobre a gestão da conta pessoal de Trump.
A publicação gerou forte repúdio entre democratas. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, possível candidato à Presidência em 2028, criticou duramente o episódio. “Comportamento repugnante do Presidente. Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, escreveu o gabinete de imprensa de Newsom na rede X. Já Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Obama, afirmou: “Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”.







