Belo Horizonte, 6 de março de 2026

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Trump anuncia troca de receita da Coca-Cola nos EUA

Presidente diz que empresa vai substituir xarope de milho por açúcar de cana, mas multinacional ainda não confirma mudança
Coca-Cola troca de receita nos EUA
Coca-Cola troca de receita nos EUA

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O presidente Donald Trump declarou nesta quarta-feira (16/07) que a Coca-Cola concordou em substituir o xarope de milho de alta frutose (HFCS) pelo açúcar de cana nos refrigerantes vendidos nos Estados Unidos. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump escreveu: “Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazê-lo”. Ele ainda ressaltou que essa será uma “decisão muito boa” e agradeceu os responsáveis pela marca. No entanto, a própria Coca-Cola não confirmou oficialmente essa mudança, apenas disse que “em breve serão compartilhados mais detalhes sobre as novas e inovadoras ofertas da linha Coca-Cola”.

Atualmente, o adoçante utilizado nos refrigerantes da Coca-Cola produzidos nos EUA é o xarope de milho de alta frutose, popularizado na década de 1970, principalmente por causa de subsídios governamentais aos produtores de milho e altas tarifas sobre o açúcar de cana importado. Essa alteração, caso ocorra, pode gerar reações negativas na região conhecida como “Corn Belt” (Cinturão do Milho), no Meio-Oeste americano, que é um importante reduto de apoio político a Trump e forte produtor de milho.

Do ponto de vista químico, tanto o HFCS quanto o açúcar de cana (sacarose) são formados por glicose e frutose, porém com estruturas moleculares diferentes. O xarope de milho contém frutose e glicose livres, enquanto o açúcar de cana possui essas moléculas ligadas quimicamente. Apesar disso, estudos científicos, como uma revisão clínica feita em 2022, indicam que não há diferenças significativas entre os dois em relação ao ganho de peso ou saúde cardiovascular, embora o HFCS possa aumentar um marcador inflamatório.

Vale lembrar que a Coca-Cola Light, bebida preferida de Trump, não será afetada por essa possível mudança, pois é adoçada com aspartame, um composto que a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classifica como “possivelmente cancerígeno”. Trump, desde seu retorno à presidência, mantém um botão no Salão Oval para ter acesso imediato à sua bebida gaseificada sem açúcar favorita.