Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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TJMG absolve funcionário que matou patrão em confraternização de fim de ano

Justiça reconhece legítima defesa no caso que terminou com a morte do empresário Kerli Fabrício e família tenta reverter a decisão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu Eliandro Bastos, acusado de matar o empresário Kerli Fabrício durante uma confraternização de fim de ano em Cláudio, em dezembro de 2024. A decisão em 1ª instância, tomada em setembro, considerou legítima defesa e atendeu ao parecer do Ministério Público, que pediu a absolvição sumária. Como o processo segue em segredo de Justiça, apenas as informações essenciais foram confirmadas pelo TJMG, enquanto a família da vítima tenta reverter o resultado.

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Eliandro, que ficou preso no Presídio Floramar, em Divinópolis, foi solto no dia 31 de dezembro de 2024 após receber alvará de soltura. O recurso da família, apresentado pelo advogado Gabriel Melo Vieira, foi recebido em 29 de outubro e enviado novamente ao Tribunal, ainda sem nova decisão. Mesmo com a repercussão recente, o caso mantém sigilo sobre detalhes da análise que levou à absolvição.

De acordo com registros da Polícia Militar, o crime ocorreu no dia 21 de dezembro de 2024, após uma discussão entre funcionário e patrão durante a confraternização da empresa. Kerli teria informado a Eliandro que ele seria demitido por ser considerado um “funcionário muito caro”. A declaração, segundo a defesa, desencadeou a reação do empregado, que quebrou no chão uma garrafa de vinho recebida como presente.

Em seguida, conforme o relato policial, Kerli advertiu Eliandro, exigiu que ele limpasse o local e trancou o portão, impedindo que o funcionário deixasse a empresa. Logo depois, já na portaria social, Eliandro atingiu o empresário com três facadas. Kerli chegou a ser socorrido, mas morreu no Pronto Atendimento Municipal. Na época, a empresa declarou que não havia “explicação lógica” para o ocorrido, destacando que os dois mantinham uma relação de amizade e que Eliandro trabalhava há muitos anos no local.