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A Prefeitura de Congonhas confirmou, nesta quarta-feira (28/01), o terceiro episódio envolvendo lama em áreas de mineração no município, na região Central de Minas Gerais. Desta vez, o registro ocorreu em área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no dique de Fraile, na Mina Casa de Pedra. De acordo com o município, o material atingiu o rio Maranhão, afluente do rio Paraopeba. O volume de resíduos não foi informado, enquanto a empresa nega a ocorrência de vazamento e afirma que houve apenas carreamento de materiais provocado por enxurradas.
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Assim como nos dois casos anteriores, registrados em minas da Vale, o episódio aconteceu durante as chuvas do último fim de semana. No entanto, a situação só foi identificada após vistoria realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, na terça-feira (27). Conforme a prefeitura, não foram encontrados danos estruturais no dique, porém foi constatado “carreamento de resíduos da atividade minerária” em cursos d’água da região.
“Ainda que nenhuma estrutura tenha se rompido, ao longo das vistorias, a fiscalização ambiental identificou problemas de drenagem e danos ambientais decorrentes do carreamento de resíduos da atividade minerária que atingiram corpos d’água, classificados como de natureza moderada. Em razão disso, o município adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a lavratura de autos de infração contra o empreendimento”, informou a prefeitura em nota.
Segundo o município, as enxurradas ocorreram devido a falhas nos sistemas de drenagem das vias da mineradora, o que fez com que grande parte da lama fosse direcionada ao dique de Fraile. Além disso, os resíduos também atingiram a cachoeira de Santo Antônio, no Parque da Cachoeira. “No Dique do Fraile, na região do bairro Plataforma, verificou-se carreamento significativo de resíduos, situação que motivou a exigência de adequações estruturais, de forma que a estrutura passe a suportar adequadamente o elevado volume de material proveniente de diferentes direções, evitando riscos de extravasamento”, destacou a administração municipal.
A CSN afirmou, em nota, que mantém relação “transparente e permanente” com os órgãos fiscalizadores e confirmou que recebeu as autoridades para a inspeção. A empresa, contudo, nega que tenha ocorrido vazamento. “Os fiscais puderam constatar que não houve extravasamento ou transbordamentos da estrutura. As obras realizadas no local fazem parte do plano de chuvas da Companhia e visam ampliar a capacidade de drenagem na região, melhorando a segurança e mitigando riscos”, declarou. Os sedimentos também alcançaram uma área entre o dique da CSN e a linha férrea da MRS, enquanto o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Semad ainda não se manifestaram sobre o caso.







