Ouça este conteúdo
O Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou nesta quarta-feira (11/06) o pedido de extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli, que está na Itália desde a semana passada. A decisão tem como objetivo garantir o retorno da parlamentar ao Brasil, onde foi condenada a 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ofício com o pedido foi enviado, em caráter de urgência, ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
A medida foi tomada dias após o ministro Alexandre de Moraes determinar a prisão definitiva da deputada, no último sábado (7). Desde então, Zambelli é considerada foragida internacional. O STF também acionou o Ministério da Justiça para reunir toda a documentação necessária à extradição. Paralelamente, a Câmara dos Deputados recebeu um pedido formal para iniciar o processo de perda do mandato da parlamentar.
Embora tenha afirmado em 3 de junho que viajou aos Estados Unidos para tratar de problemas de saúde, investigações apontam que Zambelli pode ter atravessado a fronteira com a Argentina por Puerto Iguazú e seguido até Buenos Aires, de onde embarcou para os EUA. De lá, teria seguido para a Itália, país onde possui cidadania. Em entrevista à CNN, Zambelli declarou: “Como cidadã italiana, eu sou intocável na Itália. Não há o que ele [Alexandre de Moraes] possa fazer para me extraditar de um país em que sou cidadã. Estou muito tranquila quanto a isso”.
Diante do cenário, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao STF a prisão preventiva de Zambelli, medida que foi prontamente atendida por Moraes. A parlamentar foi incluída na lista de alerta vermelho da Interpol na semana passada, o que reforça sua condição de foragida internacional. Apesar de dizer que se apresentaria à Justiça italiana, até o momento não há registro oficial de que isso tenha ocorrido.







