Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Soldado é condenado por usar órgão genital para acordar colega em batalhão

Justiça Militar de São Paulo condenou soldado por ato obsceno cometido durante serviço em alojamento de quartel em São Vicente
Foto: Reprodução/ Google Maps

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Um soldado foi condenado por ato obsceno após usar o próprio órgão genital para acordar um colega de farda que dormia em um beliche dentro do 2º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, em São Vicente (SP). O caso ocorreu em junho de 2024, durante o serviço, no alojamento da guarda do quartel. A condenação foi definida pela Justiça Militar de São Paulo, por maioria de votos, com pena de três meses e 18 dias de detenção, a ser cumprida em regime aberto, além da possibilidade de recorrer em liberdade.

Segundo a decisão divulgada nesta semana pelo Superior Tribunal Militar (STM), o processo corre em segredo de justiça para “não constranger a vítima”. Ainda assim, conforme o entendimento do colegiado, ficou comprovado que a conduta ocorreu em local de administração militar, na presença de outros militares. Por isso, a Justiça Militar manteve a condenação por ato obsceno.

Durante a apuração, uma sindicância administrativa apontou indícios de crime militar. No processo, a defesa do soldado pediu a nulidade do inquérito e alegou inexistência de materialidade e autoria. No entanto, o colegiado, formado por uma juíza federal da Justiça Militar e quatro oficiais do Exército, rejeitou os argumentos e destacou que as provas reunidas confirmaram o crime, com base em testemunhos considerados “firme e coerente”.

Além da condenação, a Justiça Militar determinou que o nome do soldado seja incluído no rol dos culpados e que a Justiça Eleitoral seja comunicada após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso. Apesar disso, ainda cabe recurso ao STM, em Brasília. O nome do condenado não foi divulgado pelas autoridades.