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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (10/11) o projeto que encerra o shutdown, a paralisação parcial do governo federal que já dura 41 dias, a mais longa da história do país. A medida põe fim à suspensão de serviços públicos, atrasos em salários de servidores, interrupções na distribuição de ajuda alimentar e transtornos no tráfego aéreo. O texto segue agora para a Câmara dos Representantes, que deve votar o projeto na quarta-feira (12), antes de ser enviado ao presidente Donald Trump para sanção.
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O termo shutdown é usado nos Estados Unidos para descrever a paralisação de parte das atividades do governo federal por falta de aprovação do orçamento anual ou de um financiamento provisório no Congresso. Neste caso, o impasse entre republicanos e democratas travou por semanas a liberação dos recursos, já que são necessários três quintos dos votos do Senado para avançar qualquer proposta orçamentária.
O desbloqueio do projeto só foi possível depois que senadores democratas decidiram votar junto com os republicanos no domingo (09), permitindo a retomada da pauta. Pelo acordo, os republicanos aceitaram realizar, em dezembro, uma votação para ampliar os subsídios previstos na Lei de Cuidados Acessíveis (Affordable Care Act), uma das principais reivindicações democratas nas negociações sobre o financiamento.
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Apesar disso, os democratas abriram mão de exigir a medida como condição para aprovar o fim do shutdown, o que vem sendo interpretado em Washington como uma capitulação à maioria republicana. A resolução também prevê a reversão parcial das demissões de servidores federais realizadas durante a paralisação e garante, por um ano, o financiamento dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), voltado à ajuda alimentar de famílias de baixa renda.
O acordo foi intermediado pelas senadoras democratas Maggie Hassan e Jeanne Shaheen, de New Hampshire, e pelo independente Angus King, do Maine, segundo informações da agência Reuters. Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que votará contra a medida.







