Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Senado aprova recondução de Paulo Gonet e mantém comando da PGR por mais dois anos

Com 45 votos a favor e 26 contra, plenário confirma Gonet no cargo após atuação em casos ligados à tentativa de golpe e ações enviadas ao STF
Senado aprova recondução de Paulo Gonet para a PGR
Senado aprova recondução de Paulo Gonet para a PGR - Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Senado aprovou a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos, com 45 votos favoráveis e 26 contrários, em uma votação que consolidou o nome do procurador no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão foi tomada em plenário após ele alcançar o mínimo de 41 votos necessários. O tema ganhou destaque porque envolve diretamente casos sensíveis no Supremo Tribunal Federal (STF) e processos ligados à tentativa de golpe de Estado.

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Antes da votação final, Gonet passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde também recebeu maioria simples para avançar. Ele foi indicado pela primeira vez em 2023 e, desde então, apresentou ao STF a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe. Na votação de 2023, Gonet havia obtido 65 votos favoráveis e 11 contrários, número mais alto que o registrado agora.

No parecer aprovado, o relator Omar Aziz destacou que Gonet atuou “de forma técnica em centenas de ações penais e acordos de não persecução, inclusive em face dos principais responsáveis pelo ataque à democracia ocorrido no país, conforme já reconhecido em variadas condenações proferidas pelo STF”. A análise do relator foi decisiva para reforçar que o procurador manteve atuação alinhada aos procedimentos legais.

Ainda pela manhã, durante a sabatina, Gonet defendeu sua postura no processo que investigou a trama golpista. Ele afirmou que “a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, reforçando que não houve criminalização da atividade política. Segundo ele, os acordos de não persecução penal foram utilizados para réus que reconheceram participação e aceitaram medidas de reparação.

Gonet também ressaltou que suas manifestações ficaram restritas aos autos e que evitou qualquer vazamento ou exposição indevida. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto”, afirmou, ao justificar a condução dos casos relacionados à tentativa de golpe de Estado.