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A qualidade da água da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, varia entre aceitável, boa e ótima em diferentes pontos de medição, conforme análise realizada pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi). Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), esses resultados indicam avanços no controle da poluição, fruto de investimentos no tratamento da represa e outras ações que contribuem para a recuperação ambiental e a diversidade da fauna local. O Índice de Qualidade da Água (IQA), medido em junho de 2025, chegou a 82, classificação considerada ótima pela metodologia adotada.
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De acordo com o subsecretário municipal de Zeladoria Urbana, Maurício Brandão, “a Prefeitura começa a colher resultados positivos do seu trabalho e compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental. A melhoria na qualidade da água já está impactando diretamente na fauna local, que vem se tornando mais densa e diversa”. Ainda assim, esses índices positivos são observados apenas em algumas partes da lagoa, permitindo, segundo a PBH, a navegação e a prática de esportes náuticos de menor contato com a água.
A engenheira Ana Paula Fernandes, da Diretoria de Bacias da Smobi, destaca que o uso de tecnologias como a biorremediação e a remoção de fósforo, elemento altamente nocivo ao equilíbrio ambiental do reservatório, foram fundamentais para os avanços registrados. Em 2023, a Prefeitura acionou a Justiça para exigir da Copasa e do governo do estado a universalização do sistema de esgotamento sanitário na Bacia Hidrográfica da Pampulha. A ação resultou na criação de um Plano de Ação, em parceria com a Prefeitura de Contagem, que busca 100% de coleta e tratamento de esgoto em até cinco anos.
Além disso, em 2023 foi criado o Comitê Gestor Municipal da Pampulha, reunindo órgãos municipais para coordenar ações urbanísticas, ambientais, sanitárias, culturais e educacionais relacionadas à lagoa. Já em 2024, um convênio firmado entre o governo de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte, a Prefeitura de Contagem e a Copasa, com o acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), estabeleceu um sistema de governança da bacia hidrográfica. O acordo prevê diagnóstico integrado, plano de revitalização e ações para a segurança hídrica e sustentabilidade da Lagoa da Pampulha.
Mesmo com os avanços, a Lagoa da Pampulha ainda enfrenta desafios, como a presença constante de esgoto e lixo, que afetam a qualidade da água e o equilíbrio do ecossistema local.







