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A professora de história Soraya Tatiana Bonfim, de 56 anos, que lecionava no Colégio Santa Marcelina, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, foi encontrada morta neste domingo (21/07), sob um viaduto em Vespasiano, na Região Metropolitana da capital. Ela estava desaparecida desde a noite de sexta-feira (18) e o corpo, localizado na avenida Adélia Issa, bairro Conjunto Caieiras, apresentava sinais de violência.
De acordo com a Polícia Militar, a professora foi localizada parcialmente coberta por um lençol, vestida apenas com uma blusa cinza. Havia marcas semelhantes a queimaduras nas partes internas das coxas e manchas de sangue que podem indicar violência sexual. A perícia da Polícia Civil foi acionada para apurar os detalhes do crime. No local, os policiais encontraram apenas um óculos escuro, sem qualquer documento de identificação.
A confirmação da identidade só foi possível após o filho de Soraya, de 32 anos, fazer o reconhecimento no Instituto Médico-Legal (IML). Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz contou que saiu para viajar até a Serra do Cipó por volta das 20h de sexta-feira, deixando a mãe sozinha no apartamento, onde ela foi vista pela última vez, sentada na sala e vestida com uma camisola. No sábado pela manhã, ele enviou uma mensagem para a mãe, que não foi entregue. Preocupado, acionou uma tia, que também mora no prédio, para verificar a situação.
Sem conseguir contato, o filho autorizou a entrada da tia com o auxílio de um chaveiro. Ao entrarem no imóvel, perceberam que não havia sinais de arrombamento nem objetos fora do lugar. O carro de Soraya também permanecia na garagem, o que aumentou a preocupação da família. O jovem, com o pai, iniciou buscas em hospitais, delegacias e no próprio IML. Também tentou acessar câmeras de segurança da rua e o notebook da mãe, sem encontrar qualquer pista sobre seu paradeiro. Até o momento, a Polícia não tem informações sobre a autoria ou motivação do crime.







