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A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) pode ser concluída até abril, segundo avaliação do Itaú BBA, que também elevou o preço-alvo das ações da Companhia. De acordo com o banco de investimentos, o valor estimado dos papéis passou de R$ 43,20 para R$ 55,90, refletindo avanços no processo político, regulatório e institucional envolvendo a venda do controle da estatal, além de maior previsibilidade para o setor de saneamento em Minas Gerais.
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As análises constam em relatório divulgado a investidores na semana passada, conforme publicado pelo portal O Fator. No documento, o Itaú BBA destaca a existência de “marcos políticos que abrem caminho para a privatização até abril”. Entre eles, está a aprovação, em dezembro, da lei estadual que autoriza a privatização da Copasa, considerada pelos analistas como uma etapa decisiva. “O projeto, agora, passa para as etapas corporativas, técnicas e de governança necessárias para o lançamento formal da oferta”, afirma o relatório.
Além disso, o banco considera relevante o avanço das negociações entre a Copasa e a Prefeitura de Belo Horizonte para a renovação do contrato de concessão. As tratativas evoluíram no mês passado e resultaram em um memorando de entendimentos que prevê a extensão do vínculo até 2073, o que, segundo o Itaú BBA, reduz incertezas sobre a principal base de receitas da companhia.
Outro fator que pesou na revisão do preço-alvo das ações foi a mudança no ambiente regulatório em Minas Gerais. O relatório cita a nova lei-base da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado, que ampliou as atribuições do órgão para fiscalizar atividades como drenagem pluvial e limpeza urbana, fortalecendo, assim, a previsibilidade regulatória do setor de saneamento.
Por fim, no início deste mês, os documentos da privatização da Copasa foram enviados ao Comitê de Coordenação e Governança de Estatais (CCGE), responsável por validar o andamento do processo. A definição do valor da empresa contará com laudos elaborados por Stocche Forbes, Ernst Young e BTG Pactual, enquanto os recursos obtidos com a privatização deverão ser destinados ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), conforme prevê a lei sancionada pelo atual governador de Minas Gerais.







