Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Presidente da CBF e deputada do MDB são alvos de operação da PF

Busca, bloqueio de milhões e dinheiro escondido revelam os bastidores de uma investigação por suspeita nas eleições de 2024
Presidente da CBF e deputada do MDB são investigados por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024
Presidente da CBF e deputada do MDB são investigados por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024

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O presidente da CBF, Samir Xaud, e a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (30/07). A ação investiga suspeitas de compra de votos nas eleições municipais de 2024. Batizada de Caixa Preta, a operação incluiu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, tanto em Roraima quanto no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos envolvidos.

Além de Samir e Helena, o empresário Renildo Lima que é marido da deputada e sócio-majoritário da empresa de transportes Asatur, também é um dos investigados. Segundo a PF, as apurações começaram após a apreensão de R$ 500 mil em setembro de 2024, durante o período eleitoral. Na ocasião, parte do valor foi encontrada escondida nas roupas íntimas de Renildo, o que levantou suspeitas sobre a origem do dinheiro e seu possível uso em crimes eleitorais.

Entre os sete mandados de busca, a PF cumpriu diligências na sede da Confederação Brasileira de Futebol, no Rio. Em nota oficial, a CBF confirmou a presença dos agentes, mas declarou que “a operação não tem qualquer relação com a CBF ou futebol brasileiro e que o presidente da entidade, Samir Xaud, não é o centro das apurações”. A entidade também afirmou que Xaud “permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.

Já a defesa de Helena da Asatur informou que a deputada “foi surpreendida com a notícia e esclarece que jamais foi notificada a prestar esclarecimentos às autoridades competentes”. Segundo a nota, “causa perplexidade a adoção de medidas tão gravosas sem que tenha havido a apresentação de fatos concretos que as justifiquem”, ressaltando que a parlamentar segue “concentrada no trabalho legislativo e na defesa dos interesses da população de Roraima”.

Por fim, os advogados de Renildo Lima, em nome da empresa Asatur, classificaram o relatório da PF como “permeado de conjecturas e informações inverídicas, em visível abuso do poder de investigação”, e garantiram que as acusações serão esclarecidas e refutadas.