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O preço da gasolina em Belo Horizonte registrou queda nas últimas semanas. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), a redução média foi de 5,5%, o que representa R$ 0,35 por litro. A diminuição ocorre um mês após o valor do combustível ter subido R$ 0,16 na capital, conforme levantamento do site Mercado Mineiro. Na ocasião, o aumento aconteceu mesmo sem reajuste oficial da Petrobras, o que também se repete agora com a queda dos preços, de acordo com o sindicato.
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Em nota, o Minaspetro explicou que o recuo não está ligado a alterações nas refinarias, mas sim às dinâmicas de concorrência entre os postos. “O movimento ocorre mesmo sem reajustes recentes da Petrobras nas refinarias, indicando que o valor ao consumidor tem movimentações para cima e para baixo em função de dinâmicas concorrenciais de mercado e não obrigatoriamente por uma movimentação de refinarias”, informou a entidade.
Além da gasolina, o etanol hidratado também apresentou redução de preço na capital mineira, com queda igualmente de 5,5%, o que equivale a R$ 0,25 por litro. Os dados foram obtidos a partir de pesquisas de preços realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nas últimas cinco semanas.
O sindicato destacou ainda que, entre setembro e o início de outubro, Belo Horizonte manteve o menor preço médio de gasolina e etanol entre as capitais da região Sudeste. Segundo o Minaspetro, o cenário reflete a alta competitividade entre os postos e as variações sazonais que afetam o setor, influenciadas por fatores logísticos, tributários e comerciais.
O Minaspetro também lembrou que, a partir de janeiro de 2026, haverá reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a gasolina e o diesel, conforme determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Vale lembrar que, a partir de janeiro do ano que vem, a gasolina terá uma alta de carga tributária de R$ 0,10 e R$ 0,05 para o diesel, aumentando ainda mais o impacto da carga de impostos pagos em bens essenciais, como os combustíveis”, destacou o sindicato.







