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Uma policial penal foi condenada a dois anos e oito meses de prisão e perdeu o cargo público após ser considerada culpada por facilitar a entrada de celulares no Presídio de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira. A sentença também reconheceu o crime de corrupção. O caso envolve um esquema criminoso dentro da unidade prisional e foi investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apontou cobrança de vantagens indevidas para permitir o ingresso ilegal dos aparelhos.
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Além da policial penal, um comparsa dela também foi condenado. Ele recebeu pena de três anos, um mês e dez dias de reclusão, além de cinco meses e sete dias de detenção e o pagamento de 30 dias-multa. Segundo o MPMG, ambos exigiam pagamentos de familiares de um preso para que os telefones celulares entrassem de forma clandestina no presídio.
Ainda conforme o Ministério Público, o esquema começou em 2021 e foi idealizado por um detento, que contou com a colaboração direta da policial penal que atuava na unidade. A participação dela foi considerada essencial para o funcionamento da prática criminosa dentro da carceragem.
“Essa mesma operação também resultou na condenação de outros dois integrantes de associação criminosa denunciados por promoverem o tráfico de drogas na região da Zona da Mata mineira, valendo-se do auxílio de agentes públicos. Eles foram condenados a mais de nove anos de prisão em regime fechado por crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas cometidos em São Geraldo e região”, pontuou o Ministério Público. A apuração faz parte da “Operação Mecanismo”, que investigou um esquema envolvendo policiais penais, agentes públicos, presos e terceiros para a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em presídios da região, mediante pagamento de propina e favores indevidos.







