Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Policial militar é condenado a 33 anos por matar namorada e simular suicídio em Divisa Alegre

Júri reconhece feminicídio, motivo torpe e adulteração da cena no assassinato da dentista Ana Luíza Souto Dompsin

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Um policial militar reformado foi condenado pelo Tribunal do Júri a 33 anos de prisão pelo assassinato da namorada, a dentista Ana Luíza Souto Dompsin, de 25 anos, em Divisa Alegre, no Vale do Jequitinhonha (MG). O crime ocorreu em março de 2021, quando o tenente da Bahia Amauri dos Santos Araújo matou a jovem com um tiro na nuca e tentou simular uma cena de suicídio. A decisão do júri reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, que apontaram motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

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Segundo as investigações, Ana Luíza foi assassinada dentro da própria casa. A perícia desmontou a versão apresentada pelo policial, mostrando que o disparo foi feito por trás da cabeça, em uma posição que impossibilitava qualquer tentativa de autoextermínio. Além disso, a manipulação da cena do crime para parecer suicídio foi considerada um agravante no julgamento.

A denúncia do Ministério Público também destacou que a relação entre o casal, iniciada em 2019, já era marcada por episódios de violência. Testemunhas relataram que Amauri chegou a apontar uma arma para a cabeça da dentista e até agrediu a mãe dela, que teve fraturas durante uma discussão. Esses antecedentes reforçaram o contexto de violência doméstica e familiar caracterizado como feminicídio.

No dia do crime, após uma discussão, o policial atirou em Ana Luíza, ligou para um advogado e tentou sustentar a versão de suicídio. O Tribunal do Júri, no entanto, confirmou a responsabilidade dele pelo homicídio qualificado. Como a decisão do júri é soberana, não cabe recurso quanto à condenação, mas a defesa ou a acusação ainda podem contestar o tempo de pena estabelecido pela juíza.