Belo Horizonte, 4 de abril de 2025

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Mulher pula do segundo andar para escapar das facadas do marido

Em uma fuga desesperada e temendo pela vida, Jhenipher escapou de uma tentativa de feminicídio em Contagem

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A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um caso de tentativa de feminicídio em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Jhenipher Sabriny de Oliveira, de 31 anos, pulou do segundo andar do prédio onde morava para escapar das facadas do marido. O suspeito, de 32 anos, teve mandado de prisão expedido no último dia 10, mas segue foragido. A investigação está em andamento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem, e medidas protetivas já foram tomadas para garantir a segurança de Jhenipher.

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A tentativa de homicídio ocorreu no dia 12 de fevereiro, quando Jhenipher chegou em casa após o trabalho e foi confrontada pelo marido, que pediu R$ 10 mil. A mulher negou o pedido, explicando que o valor estava destinado ao pagamento de contas da empresa do casal. Foi então que o marido, com histórico de envolvimento com drogas, pegou uma faca e começou a ameaçá-la: “Você nunca mais vai me negar nada, nem me dar trabalho, porque hoje eu vou te matar”, disse ele. Encurralada e sem opções, Jhenipher encontrou uma oportunidade de fuga, ao perceber uma distração do agressor. Temendo pela própria vida, ela se jogou pela janela do apartamento.

A sensação de pavor foi indescritível para Jhenipher. “Eu tremia, sabia que iria morrer. Eu falei ‘Deus, eu não vou ser mais um número’. Foi quando olhei para a janela e pensei ‘eu tenho uma chance'”, contou. Após a queda, ela tentou pedir socorro aos vizinhos, alertando sobre a violência do marido, no entanto, eles acharam que ela estava alucinando devido ao impacto da queda. Foi o próprio agressor quem colocou Jhenipher no carro e levou até a UPA Ressaca, em Contagem. Durante sua trajetória, ele ameaçou diversas vezes matar sua mãe e seu filho caso ela o entregasse à polícia. Embora Jhenipher tenha tentado pedir ajuda aos policiais que cruzaram o caminho, isso não foi suficiente para impedi-lo de seguir com a vítima sob seus cuidados.

A mulher, com fraturas graves nos braços, pernas e bacia, ficou internada por 12 dias, durante os quais o marido foi o único acompanhante. Somente no dia 24 de fevereiro, quando ele precisou sair do hospital, Jhenipher conseguiu entrar em contato com uma advogada e denunciou a violência. A medida protetiva foi rápida, e ela passou a ser acompanhada por uma nova equipe médica, longe da presença do agressor. Jhenipher recebeu alta médica no dia 3 de março e, decidido a fazer justiça, resolveu expor o caso publicamente para que o suspeito seja localizado.

“Se eu não tivesse pulado, eu não estaria aqui. E se eu estou viva, é porque tenho um propósito”, afirmou Jhenipher, que espera que sua história inspire outras mulheres a denunciarem a violência e buscarem ajuda. A luta de Jhenipher pela justiça segue, e sua coragem em falar sobre o ocorrido tem sido um exemplo para muitas mulheres em situações semelhantes.

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