Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Polícia revela que maioria dos mortos em operação no Alemão tinha ligação com o Comando Vermelho

Relatório aponta que mais da metade das vítimas era de fora do Rio e que 17 não tinham antecedentes criminais, enquanto líderes da facção seguem foragidos
Polícia divulga perfil dos mortos na Operação Contenção no Complexo do Alemão
Polícia divulga perfil dos mortos na Operação Contenção no Complexo do Alemão Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, na noite de domingo (02/11), o perfil de 115 das 117 pessoas mortas durante a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28/10) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. O levantamento foi elaborado pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado e revelou que mais de 95% dos identificados tinham ligação com o Comando Vermelho, principal facção criminosa do Rio. Segundo a corporação, 54% dos mortos eram de fora do estado, e apenas dois casos seguem com perícia inconclusiva.

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De acordo com o relatório divulgado à imprensa, 97 pessoas apresentavam histórico criminal considerado relevante, e 59 delas tinham mandados de prisão pendentes. Entre os mortos, 17 não possuíam antecedentes criminais, mas a polícia afirma que, em investigações posteriores, 12 mostraram indícios de envolvimento com o tráfico por meio de publicações em redes sociais.

A lista divulgada pela Polícia Civil identifica os mortos como “neutralizados” e detalha a origem de 62 deles, que vieram de outros estados: 19 do Pará, 9 do Amazonas, 12 da Bahia, 4 do Ceará, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 9 de Goiás, 1 de Mato Grosso, 3 do Espírito Santo, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal. Apesar do grande número de mortes, a operação não alcançou parte da cúpula do Comando Vermelho, incluindo Edgard Alves de Andrade (Doca), considerado o principal líder em liberdade, além de Pedro Paulo Guedes (Pedro Bala), Juan Pedro Ramos (BMW) e Carlos da Costa Neves (Gardenal), que continuam foragidos.

Entidades de direitos humanos classificaram a ação como uma “chacina” e questionam sua eficácia como política de segurança pública. O Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU também se manifestou, dizendo estar “horrorizado com o número de mortos nas favelas do Rio de Janeiro” durante a operação.