Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Polícia encontra corpos mumificados e aponta descaso grave no Hospital Salgado Filho

Investigação da Polícia Civil aponta falhas e irregularidades no tratamento de ao menos 14 corpos no necrotério da unidade municipal do Rio de Janeiro
Polícia encontra corpos mumificados no Hospital Salgado Filho
Polícia encontra corpos mumificados no Hospital Salgado Filho

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou quatro corpos mumificados no necrotério do Hospital Municipal Salgado Filho, na zona norte da capital fluminense. A descoberta ocorreu na sexta-feira (03/10), durante uma investigação sobre dez cadáveres entregues ao Instituto Médico Legal (IML) em avançado estado de decomposição. Os agentes foram até o hospital para verificar as condições dos corpos e as possíveis falhas no processo de conservação e encaminhamento.

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De acordo com a investigação da Polícia Civil, há indícios de descaso e irregularidades no tratamento de pelo menos 14 corpos. Durante a visita ao necrotério, os policiais não encontraram nenhum responsável pelo setor. Os quatro cadáveres mumificados foram apreendidos e levados ao IML, onde passarão por perícia. A apuração começou após o alerta de um perito do próprio IML, que informou a impossibilidade de realizar laudos devido ao estado avançado de decomposição dos corpos recebidos do hospital.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram a possibilidade de que mais corpos estivessem abandonados na unidade de saúde. Um dos cadáveres, segundo a investigação, estava no local desde dezembro de 2024, sem possibilidade de identificação do gênero. As investigações continuam e buscam esclarecer a ocorrência de crimes como fraude processual e vilipêndio de cadáver, diante da situação de abandono e da ausência de controle sobre os corpos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que o Hospital Salgado Filho atende um grande volume de casos graves e apresenta um número elevado de óbitos. Segundo a prefeitura, dos sete corpos que estavam no necrotério, três eram de pacientes que haviam morrido há menos de 24 horas e ainda não haviam sido retirados pelas famílias. “Os outros quatro corpos eram de pacientes que não tinham referências familiares ou documentos, que não foram identificados na ocasião e acabaram não podendo ser removidos para sepultamento no prazo previsto na legislação”, informou o órgão.