Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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PIB do Brasil desacelera e sobe 0,1% no terceiro trimestre

O crescimento econômico avança entre julho e setembro enquanto a Selic elevada freia investimentos
Foto: Reprodução/Redes sociais

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O PIB do Brasil registrou alta de apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. Embora houvesse expectativa de avanço maior, já que analistas projetavam crescimento de 0,2%, o resultado mostrou que a economia perdeu ritmo após o impulso inicial da safra recorde de grãos e sob o impacto da taxa Selic em 15% ao ano, que continua limitando investimentos e consumo. Além disso, o trimestre também foi marcado pelas sobretaxas impostas pelo presidente Donald Trump a exportações brasileiras, que entraram em vigor em agosto e afetaram parte dos embarques aos Estados Unidos.

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Apesar da pressão dos juros altos, o mercado de trabalho seguiu demonstrando força, o que ajudou a sustentar o consumo interno. Com desemprego em queda e renda em alta, a demanda das famílias avançou, ainda que de forma moderada. Enquanto isso, o Banco Central manteve a Selic em dois dígitos para tentar reduzir a inflação, já que uma economia mais contida tende a diminuir a pressão sobre os preços.

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro busca reverter os impactos do tarifaço de Trump. Parte das sobretaxas já foi retirada pelos americanos, e novas tratativas seguem em andamento. Mesmo assim, a combinação entre juros elevados, atividade mais lenta e restrições externas ajudou a reduzir o ritmo de crescimento do país entre julho e setembro.

Para os próximos meses, as projeções seguem moderadas. O mercado financeiro estima avanço de 2,16% no PIB de 2025, enquanto o Ministério da Fazenda projeta alta de 2,2%. Ambos os números indicam desaceleração em relação a 2024, quando a economia havia crescido 3,4%. Em relação a 2026, o Focus aponta estimativa de 1,78%, e a Fazenda prevê 2,4%. Analistas destacam que o desempenho recente foi influenciado por políticas de estímulo econômico, mas instituições ligadas ao mercado cobram maior responsabilidade fiscal. Além disso, permanecem dúvidas sobre eventuais mudanças na condução da política econômica às vésperas das eleições de 2026.