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A Polícia Federal indiciou o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio de verba da cota parlamentar, e as investigações mostram que recursos públicos teriam sido usados de forma irregular. De acordo com a PF, conversas encontradas nos celulares de assessores revelam que parte da cota parlamentar foi direcionada para a escola particular de inglês do deputado. Além disso, a corporação apura que emendas parlamentares também teriam sido desviadas para associações consideradas fantasmas.
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Segundo a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), o caso envolve falsificação de documentos para criar uma OSCIP (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público), o que teria permitido o envio de recursos públicos para a organização. Embora o processo esteja sob sigilo, as apurações indicam que Gayer foi indiciado por associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato-desvio. O filho do deputado e integrantes do gabinete também foram indiciados, já que, conforme a PF, todos participavam do direcionamento de verbas.
O relatório final já chegou ao Supremo Tribunal Federal, responsável por analisar casos que envolvem deputados federais devido ao foro privilegiado. Conforme o documento, o grupo atuava para que recursos parlamentares fossem destinados à organização criada com documentos falsificados. A investigação avançou após a análise do celular de João Paulo de Sousa Cavalcante, assessor de Gayer que já havia sido preso por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.
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Em outubro do ano passado, a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na casa de Gayer e de seus assessores, recolhendo arquivos e o celular do parlamentar. Na residência de um dos assessores, os policiais encontraram R$ 72 mil em espécie. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília, Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás, Aparecida de Goiânia e Goiânia. Durante a operação, a PF identificou que o endereço registrado como escritório político do deputado, em Goiás, também era usado como loja e escola de inglês, o que reforçou as suspeitas sobre o uso irregular da cota parlamentar.







