Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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PF encontra dinheiro vivo, pen drive no banheiro e documentos secretos na casa de Bolsonaro

Com tornozeleira eletrônica e restrições impostas pelo STF, Bolsonaro corre risco de prisão preventiva a qualquer momento
Operação na casa de Bolsonaro apreende U$ 14 mil em dinheiro vivo e pen drive
Operação na casa de Bolsonaro apreende U$ 14 mil em dinheiro vivo e pen drive

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Durante a operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (18/07) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, e na sede do Partido Liberal (PL), foram apreendidos US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie, além de um pen drive que estava escondido no banheiro e uma cópia da petição movida pela plataforma Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos.

O pen drive chamou atenção dos investigadores por estar escondido no banheiro da residência do ex-presidente. Bolsonaro negou saber do item e afirmou que perguntaria à sua esposa, Michelle Bolsonaro. Segundo a PF, o conteúdo será analisado, assim como o celular apreendido durante a ação. Ainda que os valores em espécie não configurem crime automaticamente, a legislação brasileira exige a declaração de valores acima de US$ 10 mil em trânsito internacional, o que pode indicar tentativa de ocultação.

A petição localizada durante a busca está ligada à ação movida pela plataforma Rumble e o Trump Media & Technology Group, que acusam o ministro Alexandre de Moraes de censura por decisões que teriam removido contas de usuários. As empresas argumentam que houve violação à liberdade de expressão, um tema frequentemente explorado por aliados de Bolsonaro para criticar decisões do STF.

A ação resultou na imposição de medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acessar redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes justificou as medidas com base em investigações da Polícia Federal, que apontam que Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuaram de forma deliberada para interferir no funcionamento do Supremo por meio de articulações com autoridades norte-americanas. A Corte afirmou que ambos “agem de forma dolosa e criminosa com o intuito de coagir o STF” e que os atos representam obstrução à Justiça, coação processual e atentado à soberania nacional.

A ação desta manhã foi classificada por aliados como “perseguição política”. Bolsonaro chamou as medidas de “suprema humilhação” e disse não ter intenção de fugir do Brasil, mas admitiu que seu filho Eduardo poderá enfrentar até 12 anos de prisão caso retorne ao país. A situação foi descrita por investigadores como uma espécie de “prisão domiciliar em regime semiaberto”. O ministro Cristiano Zanin, do STF, marcou sessão para reavaliar as medidas até o dia 21 de julho. O julgamento definitivo do caso está previsto para setembro.