Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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PF cumpre mandados em BH após rastrear suspeito de enviar ameaças nazistas a universidades federais

Operação apreende equipamentos na capital mineira após identificar conexão com e-mails extremistas enviados a instituições de ensino, incluindo uma universidade da Bahia
PF cumpre mandados em BH após rastrear suspeito de enviar ameaças nazistas a universidades federais
PF cumpre mandados em BH após rastrear suspeito de enviar ameaças nazistas a universidades federais - Foto: Polícia Federal

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A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (04/12), uma operação em Belo Horizonte para investigar o envio de mensagens com ameaças e apologia ao nazismo contra universidades federais. A ação, chamada Operação Valquíria, cumpriu dois mandados de busca e apreensão na capital mineira, após as investigações apontarem que o principal suspeito teria relação com e-mails extremistas enviados a instituições de ensino. Como destacou a defesa, o investigado seria portador de doença mental grave que, “à época dos fatos, comprometeu totalmente sua capacidade de compreensão e autodeterminação quanto à ilicitude de sua conduta”.

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Segundo a PF, o caso começou quando universidades, incluindo uma na região oeste da Bahia, receberam e-mails com teor extremista. Para dificultar o rastreamento, as mensagens foram enviadas por contas criadas apenas para esse fim e acessadas via VPN. A partir da análise dos registros de conexão, os agentes conseguiram identificar o suspeito, o que levou a Justiça Federal de Barreiras, na Bahia, a autorizar as buscas em Belo Horizonte.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam equipamentos e materiais que podem ajudar a confirmar a autoria das mensagens. Embora a operação tenha focado nos endereços ligados ao investigado, a PF reforçou que ainda precisa avançar na análise dos itens recolhidos para esclarecer totalmente o caso e confirmar o envolvimento do suspeito.

A corporação informou que, caso os crimes sejam comprovados, o investigado poderá responder por infrações previstas na Lei Antiterrorismo, que podem resultar em mais de 12 anos de prisão. A operação foi autorizada pelo Juízo da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras.