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O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, foi preso em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público em uma investigação relacionada às suas ligações com Jeffrey Epstein. A detenção ocorreu na segunda-feira (23/02) e, no entanto, ele foi libertado na terça-feira (24), após permanecer sob custódia da Polícia Metropolitana de Londres. O caso ganhou força depois que o governo do primeiro-ministro Keir Starmer encaminhou às autoridades comunicações trocadas entre Mandelson e Jeffrey Epstein.
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De acordo com os advogados do ex-embaixador, a prisão foi baseada em uma “alegação infundada” de que ele pretendia deixar o país e morar no exterior. Em nota, o escritório Mishcon de Reya afirmou: “A prisão foi motivada por uma alegação infundada de que ele estaria planejando deixar o país e fixar residência permanente no exterior. Não há absolutamente nenhuma verdade em tal alegação.” Além disso, a defesa informou que já havia um acordo para que Mandelson prestasse depoimento voluntário no mês seguinte e que foram solicitadas provas que justificassem a medida adotada pela polícia.
A investigação criminal foi aberta neste mês, após o repasse oficial das comunicações ao órgão policial. Antes disso, em setembro, Mandelson deixou o cargo diplomático depois que vieram à tona detalhes sobre a profundidade de sua amizade com Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos. Mandelson é acusado de repassar informações confidenciais de mercado, de interesse financeiro para Epstein, após a crise financeira de 2008. Além disso, a mídia britânica divulgou uma série de e-mails entre os dois, nos quais o político trabalhista manifestava apoio ao amigo, mesmo após a condenação do financista, em 2008, por aliciar uma menor para prostituição. Também vieram a público arquivos divulgados pelo governo dos Estados Unidos com uma foto de Mandelson de cueca no apartamento de Epstein, em Paris, ao lado de uma menor, bem como registros de transferências financeiras que somam US$ 75 mil feitas entre 2003 e 2004 de Epstein para Mandelson.
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Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, afirmou ter enviado informações à Polícia Metropolitana, mas não detalhou o conteúdo. “Para evitar qualquer especulação imprecisa, gostaria de confirmar que, ao receber informações que considerei relevantes, as repassei à Polícia Metropolitana, de boa-fé, como é meu dever e responsabilidade”, disse ao parlamento. Segundo a defesa, “A principal prioridade de Peter Mandelson é cooperar com a investigação policial, como tem feito ao longo de todo o processo, e limpar seu nome”.







