Ouça este conteúdo
Um passageiro bêbado agrediu um motorista de aplicativo após vomitar dentro do carro e se recusar a pagar pela limpeza em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso aconteceu na madrugada de domingo (24/08) e foi registrado pelo próprio celular de Lucas Gomes de Medeiros, de 32 anos, motorista há nove anos. Segundo Lucas, a agressão quase o fez desistir da profissão, e a Polícia Militar informou que não seria possível registrar boletim de ocorrência para garantir o ressarcimento do veículo.
O chamado para a corrida chegou por volta de 00h50, na região do Dom Almir, próximo ao Bairro Alvorada. Lucas percebeu que o passageiro estava visivelmente embriagado, mas achou normal, já que acidentes com vômito acontecem com frequência. Pouco depois de embarcar, o passageiro vomitou no carro e, quando questionado, passou a fingir que era mudo. Lucas tentou manter a calma, abriu o carro para o passageiro vomitar e pediu que ele parasse, mas o passageiro cuspia no veículo e ria da situação.
A discussão começou quando Lucas informou que apenas o valor da corrida não cobriria a limpeza do carro. O passageiro respondeu de forma agressiva, questionando se a polícia poderia obrigá-lo a pagar. Durante o trajeto, próximo ao Terminal Novo Mundo, o passageiro reclamou que Lucas estava sendo grosso. Lucas, desconfiado do comportamento, começou a gravar a corrida no celular. O clima esquentou e, próximo a um posto de combustíveis na Avenida Anselmo Alves dos Santos, o passageiro atacou Lucas com um mata-leão e socos na cabeça e no abdômen. Para evitar um acidente, Lucas freou o carro enquanto tentava se soltar.
Após conseguir sair do veículo, Lucas gritou por socorro. Dois moradores de rua ajudaram e logo a Polícia Militar chegou ao local. O passageiro tentou fugir, mas foi contido. Nenhum boletim de ocorrência foi registrado, já que, segundo a PM, o ressarcimento pelo dano não seria possível. Lucas recebeu R$ 30 do passageiro como “acerto” e foi orientado a limpar o carro em casa, esfriar a cabeça e voltar ao trabalho.
Mesmo com o incidente, Lucas voltou a trabalhar por volta das 2h da manhã, embora indignado. A Uber informou que bloqueou o perfil do passageiro e que vai analisar o caso, mas alertou que o ressarcimento pode ser burocrático.







