Belo Horizonte, 7 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

Pais e tio de adolescentes são indiciados por coação em investigação sobre a morte do cão Orelha

Adultos são suspeitos de pressionar testemunha durante apuração do caso de maus-tratos ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis
Pais e tio de adolescentes são indiciados por coação em investigação sobre a morte do cão Orelha
Pais e tio de adolescentes são indiciados por coação em investigação sobre a morte do cão Orelha - Foto: Reprodução/ Redes sociais

Ouça este conteúdo

0:00

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três adultos por coação de testemunha durante a investigação da morte do cão comunitário Orelha, caso de maus-tratos a animal ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. Os indiciados são pais e um tio de adolescentes suspeitos de agredir o animal e, segundo a corporação, teriam ameaçado um vigilante que poderia colaborar com a apuração. A investigação foi detalhada nesta terça-feira (27/01) e corre paralelamente ao procedimento que apura o ato infracional cometido pelos menores.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

De acordo com a Polícia Civil, os três adultos são dois empresários e um advogado, cujos nomes não foram divulgados. A coação teria sido praticada contra o vigilante de um condomínio da região, que possuía uma foto considerada relevante para o caso. Por segurança, ele acabou sendo afastado das atividades. Embora a polícia não tenha confirmado se teve acesso a esse registro específico, informou que analisa mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança relacionadas à ocorrência.

Ainda conforme a corporação, 22 pessoas foram ouvidas apenas no inquérito que investiga o crime de coação. A Justiça, no entanto, não autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos dos adultos indiciados. Já os quatro adolescentes suspeitos de agredir Orelha foram identificados, mas tiveram nomes e idades preservados, em razão do sigilo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dois deles estão em Florianópolis e foram alvos de uma operação na segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão nos Estados Unidos, em viagem pré-programada.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais depois que famosos e protetores da causa animal passaram a cobrar providências das autoridades após a morte de Orelha, um dos cães comunitários da Praia Brava, local que conta com três casinhas destinadas aos animais que se tornaram mascotes da região. O cão foi encontrado ferido e agonizando por moradores, sendo levado a uma clínica veterinária. No dia 5 de janeiro, devido à gravidade das lesões, foi submetido à eutanásia. A investigação aponta que as agressões ocorreram em 4 de janeiro, mas só chegaram oficialmente à Polícia Civil no dia 16.

Laudos periciais confirmaram que Orelha sofreu traumatismo na cabeça causado por objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que não foi localizado. Apesar de não existirem imagens do momento exato do espancamento, a delegada Mardjoli Valcareggi explicou que registros de outros episódios na mesma região, somados aos depoimentos de testemunhas, permitiram esclarecer o caso. Além disso, a Polícia Civil apura a tentativa de afogamento de outro cão comunitário, o Caramelo, já que há imagens dos adolescentes com o animal no colo e relatos de testemunhas que afirmam ter visto o grupo jogando o cachorro no mar.