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O rapper e empresário Sean “P. Diddy” Combs foi absolvido da acusação de tráfico sexual, mas condenado por duas violações da Lei Mann, nos Estados Unidos, que criminaliza o transporte de pessoas para fins de prostituição. O júri, composto por oito homens e quatro mulheres, concluiu o julgamento após três dias de deliberação. Apesar da absolvição das acusações mais graves, o artista poderá enfrentar até 20 anos de prisão, com pena máxima de 10 anos para cada infração.
A decisão foi divulgada nesta semana, marcando uma reviravolta no caso que poderia ter levado P. Diddy à prisão perpétua. Entre as acusações rejeitadas estão tráfico sexual mediante força, fraude ou coerção, além de conspiração para extorsão (conhecida nos EUA como racketeering). A condenação, no entanto, mantém o artista em situação delicada diante da Justiça norte-americana, com a possibilidade de nova audiência para definir se ele aguardará a sentença em liberdade ou seguirá preso.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou cerca de 30 testemunhas para sustentar que P. Diddy se aproveitava de sua fama, influência e poder econômico para explorar mulheres em situações degradantes. Segundo a promotora Christy Slavik, o réu liderava uma organização criminosa que operava sob aparência de glamour, mas envolvia abusos e manipulação. Em contrapartida, a defesa rebateu as acusações, alegando que os relacionamentos eram consensuais e que o comportamento do réu, ainda que controverso, não configurava crime.
Mesmo diante da condenação, o momento no tribunal foi de forte emoção. Assim que o veredito foi lido, P. Diddy fez um gesto de oração em direção aos jurados, abraçou os advogados e ajoelhou-se diante da família, dizendo: “Estarei em casa em breve. Eu te amo, mãe.” A cena foi seguida por aplausos dos familiares e apoiadores que o acompanhavam. Ainda assim, a promotoria já indicou que pedirá a pena máxima prevista pela legislação.
O juiz federal Arun Subramanian será responsável por decidir se P. Diddy continuará detido até a sentença. Preso desde setembro de 2024, o rapper ainda aguarda análise do pedido de soltura apresentado por seus advogados.







