Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Oposição pressiona por anistia mas Hugo Motta bloqueia avanço no Congresso

Deputados reforçam mobilização para votar perdão a condenados de 8 de janeiro mesmo com resistência na Câmara
Deputados da oposição pressionam no Congresso para aprovar anistia
Deputados da oposição pressionam no Congresso para aprovar anistia

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Deputados da oposição afirmaram nesta terça-feira (02/09) que vão aumentar a pressão no Congresso para aprovar um projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O movimento ocorre em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados pelo que a Corte classifica como “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.

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A reunião aconteceu na manhã desta terça, na casa do líder da oposição na Câmara, Zucco (PL-RS), em paralelo à primeira hora de sessão no STF. Segundo ele, a proposta de anistia será a prioridade da bancada nos próximos dias. Questionado sobre outras pautas, como a restrição ao foro privilegiado e a ampliação de proteção jurídica para parlamentares, Zucco declarou que o perdão das condenações será tratado como “pauta principal”.

O líder da oposição afirmou que a estratégia seria buscar diretamente os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP). A expectativa, de acordo com Zucco, é cobrar de Motta o avanço da proposta em uma reunião de líderes. A oposição sustenta que Motta teria se comprometido com a pauta quando disputou o comando da Câmara.

No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, negou no mesmo dia (02/09) a possibilidade de colocar em tramitação um pedido de urgência para o chamado “projeto da anistia”. Em reunião com líderes partidários, ele afirmou que o tema “precisaria ser enfrentado em algum momento”, mas descartou votação imediata. Para esta semana, Motta definiu uma agenda considerada “leve”, com foco em projetos de combate à fome, em meio ao julgamento de Bolsonaro e dos demais denunciados pelo STF.