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A Operação Baco, voltada ao combate à falsificação de bebidas, ao contrabando de bebidas alcoólicas e à adulteração de produtos em Minas Gerais, apreendeu 182,8 mil litros de bebidas irregulares entre 9 de outubro e 19 de novembro. Logo no início do balanço, divulgado nesta quarta-feira (19/11), as forças de segurança confirmaram também a inutilização de 3.958 recipientes, incluindo garrafas, galões e barris, reforçando a gravidade do esquema desmantelado.
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Além das apreensões, a força-tarefa prendeu 18 adultos e apreendeu um adolescente, enquanto 17 inquéritos foram instaurados. As ações ocorreram após a fiscalização de 522 estabelecimentos suspeitos, onde foram localizados os produtos adulterados. As prisões aconteceram em Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Betim, São José da Lapa, Governador Valadares e Poços de Caldas. O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Procon-MG e do Gaeco, participou diretamente das apurações.
Durante a apresentação do balanço, a delegada Elyenni Célida, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, destacou os riscos para a população ao consumir bebidas adulteradas. Segundo ela, “a fraude em bebida tem uma questão fiscal, de proteção às marcas e, sobretudo, uma questão muito séria de saúde pública”, ressaltando que o consumo desses produtos pode causar danos graves.
A Operação Baco contou com a participação de 12 instituições, entre elas Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Secretaria de Estado de Fazenda, Vigilância Sanitária, Sejusp, Ministério da Agricultura, IMA e Procon-MG, além do apoio técnico da Abrabe. Conforme explicou Bernardo Neves, superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, o planejamento começou meses antes da crise envolvendo metanol em São Paulo, o que permitiu organizar um grupo de trabalho em julho para integrar diferentes frentes de fiscalização.
Neves enfatizou que essa integração fortaleceu o combate às práticas criminosas ligadas ao comércio de bebidas. Ele afirmou que houve troca de informações e conhecimento entre os órgãos, permitindo que cada instituição atuasse dentro de sua especialidade, seja analisando notas fiscais, avaliando características dos produtos, aplicando multas ou investigando a rede criminosa.







