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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reforçou o pedido de prisão preventiva dos dois homens, de 22 e 27 anos, suspeitos de espancar a mulher trans Alice Martins Alves, em Belo Horizonte. O caso, que envolve agressão motivada por uma conta de R$ 22, aconteceu em 23 de outubro e terminou com a morte da vítima em 9 de novembro. Mesmo após a delegada responsável, Iara França, solicitar a prisão preventiva, a Justiça negou o pedido, o que levou o Ministério Público a recorrer para tentar reverter a decisão.
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De acordo com a investigação da Polícia Civil, Alice esteve no bar Rei do Pastel, na esquina das ruas Fernandes Tourinho e Sergipe, na região Centro-Sul. Ela ficou sozinha em uma mesa e enviou uma foto ao pai, avisando que estava bem. Cerca de 40 minutos depois, saiu do estabelecimento sem pagar a conta. Ao atravessar a avenida Getúlio Vargas, foi perseguida pelos dois garçons que, segundo a polícia, queriam cobrar o valor devido.
Segundo o gerente do Rei do Pastel ouvido pela polícia, as agressões foram “covardes, intensas e desproporcionais”. Depois de espancar a mulher trans, os garçons voltaram ao trabalho como se nada tivesse acontecido, enquanto Alice, gravemente ferida, não resistiu às consequências das agressões.
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A investigação destaca que, embora o caso tenha começado como lesão corporal seguida de morte, a violência extrema demonstra um contexto de transfobia. Nenhum dos suspeitos se apresentou à polícia para esclarecer os fatos. Pelo contrário, de acordo com o gerente do estabelecimento, eles voltaram ao trabalho normalmente após as agressões. O garçom mais velho já tem passagem por roubo tentado e uso de drogas. Para a delegada, os elementos da investigação mostram indícios suficientes de autoria e materialidade. Assim, ela concluiu que houve o fumus comissi delicti necessário para a prisão cautelar, solicitada no dia 13 de novembro.







