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Agentes da Polícia Federal cumpriram na manhã deste sábado (27/12) a prisão domiciliar de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa (PR). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e atende à condenação de Martins a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Filipe Martins, por meio do advogado Jeffrey Chiquini, classificou a medida como “absurda” e informou que vai recorrer. Segundo Chiquini, a decisão de Moraes faz parte de uma série de mandados expedidos pelo STF neste sábado, incluindo 10 ordens de prisão domiciliar contra pessoas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe.
A operação ocorre um dia depois da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, no Paraguai. Vasques foi detido ao tentar fugir do Brasil para El Salvador com documentos falsos. Ambos, Martins e Vasques, fazem parte do chamado “núcleo 2” da trama golpista, considerado responsável por coordenar as principais ações da organização criminosa que tentou derrubar o governo.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo gerenciou ações como o uso de forças policiais para manter Bolsonaro no poder, o monitoramento de autoridades públicas, a comunicação com lideranças dos atos de 8 de janeiro de 2023 (quando houve a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes) e a elaboração da minuta do golpe, documento que detalhava medidas de exceção a serem aplicadas no país.







