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O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (18/12) quatro casos no Brasil do subclado K da Influenza A (H3N2), variante popularmente chamada de gripe K. Segundo a pasta, um caso foi registrado no Pará, associado a viagem internacional, e três em Mato Grosso do Sul, que ainda estão sob investigação para confirmar a origem. A variante gripe K, não é um vírus novo e já circula em outras regiões do mundo, como América do Norte, Europa e Ásia.
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De acordo com o ministério, o caso do Pará foi analisado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, enquanto as amostras de Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Em ambos os casos, os laboratórios centrais estaduais identificaram o vírus e encaminharam o material para os centros de referência, seguindo os protocolos da vigilância para sequenciamento genético.
Além disso, o informe de vigilância das síndromes gripais, divulgado em 12 de dezembro, já havia confirmado a presença do vírus K no país, embora sem detalhar os registros. O documento também apontou a circulação do subclado J.2.4, que pertence ao mesmo tipo de vírus influenza.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o aumento global da circulação do vírus da influenza desde outubro. A maioria dos casos, segundo a entidade, está relacionada justamente ao subclado K (J.2.4.1) da Influenza A (H3N2). Esse crescimento ocorre junto com o início do inverno no hemisfério norte e o aumento das infecções respiratórias típicas do período.
Apesar disso, a OMS informou que os dados atuais não indicam aumento na gravidade da doença em comparação com outras cepas em circulação. Ainda assim, a entidade lembra que temporadas dominadas pelo H3N2 costumam ser mais severas, principalmente entre idosos. O Ministério da Saúde reforça que as vacinas oferecidas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K.







