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O governador em exercício Mateus Simões decretou, nesta sexta-feira (24/10), situação de emergência em Minas Gerais por causa do aumento dos incêndios florestais registrados nos últimos três meses. A decisão foi publicada no Diário Oficial e permite que as autoridades adotem medidas imediatas de combate e prevenção ao fogo em áreas não protegidas, além de garantir a manutenção dos serviços públicos nas regiões atingidas.
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Com o novo decreto, o uso e manejo do fogo passa a ser permitido apenas de forma excepcional, mediante autorização dos órgãos competentes. A norma também determina que os órgãos e entidades do Poder Executivo estadual realizem ações de conscientização e informem a população sobre os riscos das queimadas e os cuidados necessários para evitar novos focos de incêndio.
De acordo com o texto, a situação de emergência tem validade de 180 dias. Embora o decreto tenha sido publicado em outubro, ele retroage ao dia 1º de julho de 2025, período em que houve aumento significativo dos incêndios florestais no estado. A decisão foi emitida com parecer favorável da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, reforçando a gravidade da situação enfrentada.
A medida leva em conta as condições climáticas adversas que afetam Minas Gerais, como baixa umidade, altas temperaturas e ventos intensos, fatores que contribuem para a propagação das chamas, especialmente entre julho e setembro. Essas circunstâncias têm exigido mobilização constante de equipes de combate e intensificação das operações de monitoramento ambiental em diversas regiões.
Segundo o decreto, os incêndios florestais já causaram danos humanos, ambientais e materiais, além de impactar a infraestrutura de energia, provocando interrupções no fornecimento e prejuízos econômicos em várias localidades mineiras.







