Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Mariana Goldfarb ex de Cauã Reymond revela relato de violência em campanha do MP-RJ

A nutricionista detalha como identificou sinais de abuso psicológico, relata sintomas físicos e explica como conseguiu romper o ciclo após anos convivendo com a pressão emocional
Foto: Reprodução/ Redes sociais

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A nutricionista Mariana Goldfarb, ex-companheira de Cauã Reymond, gravou uma campanha para o Ministério Público do Rio de Janeiro sobre violência psicológica e acabou compartilhando seu próprio relato. No vídeo, ela fala sobre sua experiência como vítima desse tipo de agressão, sem citar nomes, e destaca como esse ciclo afeta o corpo e a rotina emocional. Logo no início, Mariana lembra que percebeu os sinais ainda cedo, embora não conseguisse identificar o que estava vivendo. Segundo ela, a violência psicológica não deixa marcas aparentes, porém se manifesta por sintomas como queda de cabelo, tremores, falta de apetite e problemas como anorexia.

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Ao explicar como esse comportamento se desenvolve, Mariana afirma que a “tortura psicológica” aparece em atitudes como o tratamento de silêncio, usado para desestabilizar e controlar. Ela lamenta ter acreditado tratar-se de amor, mas aponta que a relação se baseava em poder e dominação. De acordo com seu relato, a convivência se tornava imprevisível e exaustiva, o que a levou, inclusive, a beber com frequência para tentar anestesiar a dor. Com o tempo, pessoas próximas também passaram a notar mudanças, já que ela “não era mais a mesma” e se sentia esvaziada emocionalmente.

Mariana descreve que esse tipo de relação costuma isolar a vítima e enfraquecer sua rede de apoio, o que a torna ainda mais vulnerável. Ela relata ouvir constantemente que suas amizades e sua família “não prestavam”, enquanto um jogo psicológico de culpa e vitimização se intensificava. Conforme explica, a dependência emocional surge de forma gradual e altera a maneira como a pessoa se enxerga, a ponto de anular sua identidade. “Quando você já não sabe quem é, é como se virássemos um zumbi”, afirma.

Em outro momento, Mariana comenta que muitas mulheres são questionadas sobre “por que não saem” desse tipo de relação, porém reforça que não se trata de algo simples. Para ela, a violência psicológica corrói a autoestima até que a vítima acredite não ser capaz de seguir sozinha. “Ou você sai ou morre. Sua alma morre”, diz. Mariana conta que conseguiu romper o ciclo quando sentiu ter apenas “5% de oxigênio” e percebeu que precisava usar aquela última força para escapar antes que algo pior acontecesse. Mesmo assim, admite que levou anos até reunir coragem suficiente.

A nutricionista encerra o relato incentivando outras mulheres a reconhecerem os sinais e buscarem ajuda. Ela lembra que a saída é possível e que relações saudáveis existem, apesar de muitas vítimas acreditarem no contrário. Mariana reforça que atitudes como ciúmes excessivos, controle, gritos, portas batidas, objetos arremessados e silêncio como punição não são normais, já que fazem parte do mesmo padrão de violência psicológica.

 

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