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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (08/08) que é autista e que, por isso, não compreendeu a tentativa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de retomar sua cadeira durante sessão na última quarta-feira (6/8). Pollon é um dos parlamentares investigados após participarem do motim que bloqueou o plenário da Câmara por mais de 30 horas, impedindo o andamento das atividades legislativas. A denúncia contra ele e outros deputados foi encaminhada à Corregedoria da Câmara e será avaliada pelo Conselho de Ética, podendo resultar em suspensão.
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Durante o episódio, Pollon e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) foram os últimos a deixarem o local, justamente no momento em que Hugo Motta tentou reassumir a presidência da sessão. No vídeo divulgado, Pollon rebate a acusação de que teria incentivado Van Hattem a ocupar a cadeira do presidente. “Estão dizendo que ele (Marcel van Hattem) sentou na cadeira do Hugo Motta e que ele me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Olhem as imagens. Eu sou autista e não estava entendendo o que estava acontecendo ali naquele momento”, afirmou o parlamentar.
Pollon explicou ainda que pediu o apoio do colega para ajudá-lo a entender a situação. “Eu sentei na cadeira do Hugo Motta e ele sentou ao meu lado, pois é uma pessoa que eu confio. E falei: ‘Me orienta, pois pelo que nós combinamos haveria um rito para a desocupação do espaço e esse combinado não foi cumprido. Nós desceríamos antes que o presidente subisse’”. Ele ressaltou que Van Hattem estava ali para dar suporte a ele, justamente por ser autista. Apesar disso, o deputado admitiu que havia um acordo para permanecer no plenário até obter uma resposta positiva sobre o pedido de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
No vídeo, Pollon deixa claro sua condição e o motivo de sua permanência. “Várias vezes, pelo vídeo que eu fiz, você pode ver eu falando que eu não estava entendendo e só sairia dali quando nós tivéssemos uma resposta positiva para as vítimas do 8 de janeiro”, declarou. É importante lembrar que, dias antes do motim, Marcos Pollon usou palavras duras contra o presidente da Câmara. Em discurso inflamado durante manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Mato Grosso do Sul, no domingo (3/8), ele chamou Hugo Motta de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.







