Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Mãe confessa ter matado o filho de 9 anos após dia inteiro de drogas em Belo Horizonte

Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, admitiu ter agredido Arthur até a morte e chocou investigadores pela frieza ao narrar o crime e sorrir durante o velório do menino

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Lauriza Pereira de Brito, de 24 anos, confessou ter matado o próprio filho, Arthur, de apenas 9 anos, após passar o dia consumindo drogas com o companheiro, Deivisson Moreira, de 39 anos. O crime aconteceu na região do Barreiro, em Belo Horizonte, e o casal foi preso nessa quarta-feira (15/10). Segundo a Polícia Civil, a mulher afirmou que “passou do ponto” ao agredir o menino com tapas e chineladas. Lauriza, que tinha o nome do filho tatuado em um dos braços, demonstrou frieza ao relatar o ocorrido.

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De acordo com o delegado Evandro Radaelli, da 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios do Barreiro, Lauriza não mostrou arrependimento ou tristeza em nenhum momento do depoimento. “Uma mulher muito fria e que, em momento algum, demonstrou arrependimento ou tristeza pelo crime cometido”, afirmou o delegado. Familiares confirmaram a postura da suspeita, relatando que ela chegou a sorrir durante o velório da criança, o que chocou a todos os presentes.

Durante o interrogatório, Lauriza contou que passou “o dia todo” usando cocaína ao lado de Deivisson. As agressões teriam acontecido logo depois que Arthur voltou da escola. O delegado destacou que, apesar da confissão, a mulher não expressou nenhum sinal de remorso. “Ela disse que ‘passou do ponto’, mas não demonstrou tristeza ou sequer arrependimento. Assustador”, completou Radaelli.

O único momento em que a suspeita chorou foi quando foi informada de que seria presa. Segundo o delegado, a violência fazia parte da rotina da família. Arthur e o irmão de 6 anos eram constantemente agredidos dentro de casa. “O Arthur, por várias vezes, foi deixado sozinho em casa para cuidar dos irmãos de 6 anos e 6 meses, o que configura abandono de incapaz. A mãe dele pedia dinheiro para comprar comida, pois alegava que não tinha o valor, mas arrumava (dinheiro) para comprar drogas”, afirmou Radaelli.