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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apareceu de farda militar nesta quinta-feira (28/08) durante visita a tropas no país, em meio à chegada de navios de guerra dos Estados Unidos no sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. Maduro afirmou que está pronto para “defender a paz e a soberania nacional” diante de uma suposta “guerra psicológica” promovida pelo governo Trump, enquanto o governo venezuelano acionou a ONU para denunciar a mobilização militar americana.
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Durante seu discurso, Maduro destacou que, mesmo após 20 dias de “anúncios, ameaças e cerco contra a nação venezuelana”, o país está “mais forte que ontem” e preparado para proteger a integridade territorial. O líder venezuelano também elogiou o envio de 25 mil soldados pela Colômbia para reforçar a segurança na fronteira, especialmente na região estratégica de Catatumbo, reforçando a colaboração bilateral em um momento de tensões crescentes.
As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela atingiram seu nível mais alto com o envio dos navios de guerra ao sul do Caribe. Segundo o governo americano, o objetivo seria o combate aos cartéis de drogas que operam na região, transportando substâncias da América do Sul para os EUA. Especialistas, no entanto, avaliam que a presença das embarcações americanas, que incluem sete navios de guerra e um submarino nuclear, representa principalmente um recado político de Trump ao regime de Maduro, mais do que uma ação direta contra o tráfico.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o governo americano está pronto para usar “toda a força” contra o regime venezuelano, deixando em aberto a possibilidade de um ataque militar. Em resposta, Maduro afirmou que o país está “preparado para o pior” e denunciou à ONU uma suposta “campanha terrorista” dos Estados Unidos contra a Venezuela.







