Belo Horizonte, 7 de março de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Últimas notícias

Justiça manda soltar motorista sem habilitação que atropelou mãe e filho

Nova decisão autoriza soltura e substitui prisão por medidas cautelares mesmo após atropelamento fatal no Dia das Mães em Santa Luzia
Justiça libera motorista
Justiça libera motorista

Ouça este conteúdo

0:00

A Justiça Federal determinou a soltura de Anestor Santos Carvalho, de 54 anos, motorista sem habilitação que atropelou e matou mãe e filho em Santa Luzia, na Grande BH, no Dia das Mães deste ano (11/05). O acidente foi registrado por câmeras de segurança e chocou a população pela gravidade. Lucilene Rodrigues Carneiro Neves, de 40 anos, e seu filho Luan Henrique Rodrigues Neves, de apenas 9 anos, foram atingidos na calçada, após deixarem a casa da avó. Eles morreram “praticamente abraçados”. Anestor estava preso desde a data do crime, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

Segundo a Polícia Civil, Anestor foi indiciado por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, e por direção inabilitada. O laudo pericial aponta que ele trafegava a 97 km/h em uma via com limite de 40 km/h. Além disso, ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e conduzia um Fiat Uno desgovernado. A decisão de soltura partiu do ministro relator Ribeiro Dantas, do STJ, que considerou ilegal a prisão sem denúncia formal do Ministério Público ou da polícia. Por isso, determinou que o réu responda em liberdade, com medidas restritivas definidas pela Justiça de primeira instância.

O juiz Fabricio Simão da Cunha Araújo, da 3ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Santa Luzia, expediu o alvará de soltura com diversas condições: o réu está proibido de sair da comarca sem autorização, deve manter o endereço atualizado, comparecer a todas as convocações judiciais, não se envolver em novos crimes, evitar bares e locais que vendem bebida alcoólica, permanecer em casa durante a noite e fins de semana, além de não poder requerer CNH ou reaver o veículo apreendido.

O caso chamou atenção pela brutalidade e pelas circunstâncias. De acordo com a perícia, o motorista pode ter dormido ao volante e utilizava uma marcha acima da quarta ou o carro estava em ponto morto. Ele alegou que o freio falhou enquanto descia uma ladeira, mas testemunhas relataram que ele passou em alta velocidade e mencionou que precisava fugir por não ter habilitação. Mesmo assim, permaneceu no local e demonstrou desespero ao ver as vítimas. O teste do bafômetro apontou que ele não havia consumido álcool.