Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Justiça italiana mantém prisão de Carla Zambelli

Deputada licenciada permanece na penitenciária de Rebibbia enquanto análise médica e processo de extradição avançam

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A Justiça italiana manteve a prisão cautelar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que segue detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. A decisão, divulgada nesta terça-feira (19/08) , rejeitou o pedido da defesa para conversão em prisão domiciliar. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), perda do mandato e inelegibilidade. A decisão ocorre enquanto o processo de extradição segue tramitando.

A defesa de Carla Zambelli questionou a prisão sob três argumentos principais: a suposta falta de condições de saúde adequadas, a inexistência de pedido internacional de prisão válido e a ausência de solicitação formal de extradição pelo Brasil. No entanto, a Corte italiana considerou que a prisão foi correta, pois ocorreu em cumprimento ao mandado emitido pelo STF e posteriormente divulgado pela Difusão Vermelha da Interpol, documento reconhecido por tratados internacionais e pelo acordo de extradição entre Brasil e Itália.

Os advogados argumentaram que a Difusão Vermelha não teria caráter vinculante e que não havia solicitação formal de prisão provisória. Apesar disso, a Justiça italiana avaliou que a comunicação da Interpol, junto aos documentos apresentados pelo Brasil, foi suficiente para legitimar a detenção. Dessa forma, a parlamentar permanece presa até que o processo de extradição avance ou haja nova decisão judicial.

O único ponto ainda em aberto é a saúde de Zambelli. Para analisar essa questão, a Justiça italiana determinou a realização de perícia médica oficial. O laudo será discutido em nova audiência marcada para o dia 27 de agosto, quando o tribunal decidirá se a deputada poderá ser transferida para prisão domiciliar por razões médicas ou se seguirá detida na penitenciária.