Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Justiça define depoimentos na ação penal contra Jair Renan por fraude e lavagem de dinheiro

Filho de Bolsonaro será julgado em novembro em caso que envolve documentos falsos e calote em empréstimo milionário
Ação penal contra Jair Renan Bolsonaro por fraude e lavagem de dinheiro
Ação penal contra Jair Renan Bolsonaro por fraude e lavagem de dinheiro

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A Justiça do Distrito Federal marcou para 17 de novembro o início da ação penal contra Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é acusado de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. O processo é resultado de uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e de um inquérito da Polícia Civil que levou o filho do ex-presidente a se tornar réu. A investigação aponta que Jair Renan teria utilizado documentos com informações falsas para obter um empréstimo bancário em nome de sua empresa de eventos, operação que não foi quitada.

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Durante o julgamento, serão ouvidas testemunhas e poderão ser determinadas novas diligências. Entre os depoimentos já marcados está o de Diego Pupe, ex-assessor de Jair Renan, que ganhou destaque também por uma polêmica pessoal. Pupe confessou ter vivido um romance com o empresário e afirmou que nunca recebeu pagamento pelo trabalho prestado. Jair Renan, no entanto, nega qualquer relacionamento. Delegados responsáveis pelo caso e um gerente de banco também devem prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado criou uma identidade fictícia, utilizando documentos falsos para abrir contas bancárias e viabilizar operações de crédito. As provas indicam que Maciel Alves, sócio e instrutor de tiro de Jair Renan, junto a um auxiliar, teria fabricado a falsa identidade de Antonio Amancio Alves Mandarrari, apresentado como proprietário de empresas de fachada. Essa manobra permitiu a abertura de contas e o registro de pessoas jurídicas em nome de um “laranja”, prática que, para os investigadores, configura associação criminosa voltada a obter vantagens econômicas de forma fraudulenta.

As apurações revelaram ainda que os investigados teriam forjado relações de faturamento e outros documentos contábeis para inflar artificialmente o capital das empresas envolvidas. Um dos principais indícios é a declaração de um faturamento falso de R$ 4,6 milhões, usado para respaldar o pedido de empréstimo bancário. A defesa de Jair Renan informou à CNN que não irá se manifestar neste momento, mas anteriormente alegou que ele foi vítima de um golpe. Já a defesa de Maciel sustenta a inocência do réu.