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A cantora Jojo Todynho recusou a proposta de acordo apresentada pelo PT (Partido dos Trabalhadores) durante uma audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira (18.set.2025), no Rio de Janeiro. O partido processou a artista após ela declarar que teria recebido uma oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República nas eleições de 2022.
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O acordo proposto pelo PT exigia que Jojo gravasse um vídeo de retratação, a ser fixado em suas redes sociais por 30 dias, mas a cantora rejeitou a exigência. Com a recusa, a audiência terminou sem consenso entre as partes. O Ministério Público solicitou vista do processo e estabeleceu um novo prazo para que a defesa da artista apresente seus argumentos formais, mantendo o processo em andamento. A audiência ocorreu mais de dois anos após o pleito que levou Lula ao Palácio do Planalto.
As declarações que originaram a ação foram feitas durante a participação de Jojo no podcast Brasil Paralelo, alinhado à direita. Na ocasião, a cantora mencionou a suposta oferta financeira e ainda afirmou que outros artistas teriam recebido pagamento para apoiar publicamente o então candidato do PT. À época, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, negou as acusações feitas pela artista.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Jojo afirmou que a audiência teve como objetivo buscar um acordo amigável, mas que não houve entendimento. Em nota oficial, a defesa da cantora criticou a ação movida pelo PT e alegou que a tentativa de criminalizar as falas da artista representa uma “instrumentalização do Poder Judiciário como ferramenta de coação”. Os advogados destacaram que a declaração “não individualiza sujeito determinado, tampouco atribui fato criminoso ou desonroso a pessoa específica, requisitos indispensáveis para a configuração de difamação”.
A defesa também questionou a postura do partido, afirmando que manifestações de opinião não podem ser transformadas em processo penal e criticando a manutenção de uma rede de influenciadores digitais para promover agendas políticas. Para os advogados, a ação representa um “paradoxo” que fragiliza a credibilidade das instituições.







