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Nesta quinta-feira (17/07), o ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista coletiva no Senado para comentar o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomenda sua condenação por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro afirmou ser inocente das acusações e disse que a ideia de ser preso “não passa pela sua cabeça”. Ele classificou o processo como uma “injustiça” e reforçou que não está sendo acusado de corrupção.
A PGR, na última segunda-feira (14), reiterou o pedido de condenação do ex-presidente pelos crimes de tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Durante a coletiva, Bolsonaro afirmou que todas as acusações são infundadas e que ele não tem culpa nos fatos que lhe são imputados.
Além disso, Bolsonaro defendeu que seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), permaneça nos Estados Unidos. Segundo o ex-presidente, Eduardo é “mais útil” nos EUA do que exercendo o mandato parlamentar no Brasil. Bolsonaro alertou que, se o filho retornar ao país, será preso pela Polícia Federal, o que reforça sua posição de que a família enfrenta perseguição política.
Outro ponto abordado por Bolsonaro foi a tarifa adicional de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada por Donald Trump, que citou a perseguição contra o ex-presidente por parte das autoridades brasileiras. Para Bolsonaro, essa tarifa não representa uma ameaça à soberania nacional do Brasil e deve ser vista dentro do contexto das negociações comerciais internacionais.
Sobre a possibilidade de anistia, Bolsonaro destacou que essa decisão cabe exclusivamente ao Parlamento brasileiro. “Vamos supor que Trump queira anistia. É muito? É muito, se ele pedir isso aí? A anistia é algo privativo do parlamento. Não tem que ninguém ficar ameaçando tornar inconstitucional”, afirmou.







