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Israel derrubou três prédios altos residenciais na Cidade de Gaza nos últimos três dias, intensificando sua ofensiva militar contra o grupo extremista Hamas. Entre sexta-feira (05/09) e domingo (07/09), ataques aéreos atingiram edifícios estratégicos, incluindo o segundo prédio mais alto do território e o Al-Ru’ya, usado pelo Hamas para monitorar tropas israelenses. Antes de cada ataque, as autoridades emitiram alertas de evacuação.
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Na sexta-feira, o segundo edifício mais alto de Gaza desabou após ser atingido por mísseis, marcando o início da sequência de ataques. No sábado, um prédio de 15 andares foi destruído por aviões de guerra e imagens do ataque foram publicadas pelo ministro da Defesa de Israel. Durante essa ação, um hospital local confirmou a morte de uma pessoa. Já neste domingo, o exército israelense demoliu o prédio Al-Ru’ya, que, segundo o governo israelense, era utilizado pelo Hamas para rastrear a movimentação das tropas israelenses.
Os ataques aéreos durante a madrugada de sábado para domingo mataram 14 pessoas, incluindo vítimas de um bombardeio a uma escola no sul de Gaza, que abrigava palestinos deslocados. As ordens de evacuação emitidas minutos antes aumentaram a movimentação da população em direção a campos superlotados no centro do enclave, situação considerada insustentável por jornalistas e organizações humanitárias devido à escassez de água, alimentos e abrigo.
A ONU e parceiros humanitários alertam que a intensificação da ofensiva, combinada com restrições de entrada de insumos e verificações de segurança, eleva o risco de fome em massa em Gaza. A ação ocorre em meio a protestos em Israel por um acordo que encerre o conflito e liberte reféns. O grupo Hamas rejeita a exigência de desarmamento e liberação imediata de reféns, enquanto demanda um cessar-fogo permanente e a retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, aliado de Israel, emitiu um “último aviso” ao Hamas neste domingo, afirmando que o grupo palestino deve aceitar um acordo para libertação de reféns em Gaza. “Os israelenses aceitaram meus termos. É hora de o Hamas aceitar também. Eu alertei o Hamas sobre as consequências de não aceitar. Este é meu último aviso”, declarou Trump em suas redes sociais.







