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Neste sábado (28/02), o Irã atacou bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio em resposta direta a um ataque coordenado lançado hoje por EUA e Israel. Segundo uma autoridade americana, instalações militares dos EUA foram alvejadas em pelo menos seis locais, no Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e no norte do Iraque. Antes da ofensiva, Teerã já havia alertado que reagiria com uma “guerra devastadora” caso fosse atacado, o que elevou rapidamente a tensão regional.
Nos Emirados Árabes Unidos, ataques iranianos atingiram Abu Dhabi e deixaram uma pessoa morta. De acordo com o The New York Times, o Ministério da Defesa emiradense informou que interceptou “mísseis balísticos iranianos”, mas que a vítima morreu após a queda de destroços em uma área residencial. Em comunicado oficial, o governo afirmou que vai reagir à escalada. “Os Emirados Árabes Unidos reservam-se o pleno direito de responder a esta escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, cidadãos e residentes.”
Além disso, o Irã prometeu ampliar a resposta contra Israel e os Estados Unidos. “Daremos a Israel e à América uma lição que eles nunca vivenciaram em sua história”, disse um porta-voz militar iraniano à agência Fars. “Qualquer base que ajude a América e Israel será alvo das forças armadas iranianas.” O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou os ataques, classificando-os como “uma violação flagrante da soberania do Estado do Kuwait e de seu espaço aéreo, bem como do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, e alertou que a continuidade das ações pode comprometer a segurança e a estabilidade da região.
Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país após o ataque coordenado contra o Irã. O anúncio ocorreu enquanto uma densa fumaça era vista no centro de Teerã. “Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar as ameaças ao Estado israelense”, afirmou. Ao mesmo tempo, sirenes soaram em várias regiões, e os militares disseram que o alerta era “preventivo, para preparar o público para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel”. Escolas e locais de trabalho foram fechados, com exceção de serviços essenciais, e o espaço aéreo foi interditado para voos civis.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou as ações militares. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, disse em vídeo publicado em sua rede social. Trump reconheceu que pode haver baixas americanas em caso de retaliação, afirmando que “isso acontece frequentemente em guerras”, e declarou que pretende destruir o arsenal de mísseis iraniano e impedir que o país obtenha uma arma nuclear, em meio ao reforço de caças e navios de guerra mobilizados durante as negociações sobre o programa nuclear do Irã.







