Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Indústria celebra licença do Ibama para perfuração de petróleo na Foz do Amazonas

Setor destaca avanço estratégico para segurança energética, geração de empregos e desenvolvimento econômico na Margem Equatorial

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A autorização do Ibama para a Petrobras perfurar poços exploratórios na Foz do Amazonas foi recebida com entusiasmo pelo setor de petróleo e gás e pela indústria nacional. Especialistas afirmam que a medida fortalece a segurança energética do Brasil e abre caminho para novos investimentos na cadeia produtiva, especialmente na Margem Equatorial. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) destacou que a licença é resultado de um processo técnico e de diálogo entre a estatal e o órgão ambiental, considerado essencial para identificar o potencial de produção e apoiar a diversificação da matriz energética brasileira.

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) ressaltou que a decisão permitirá ao país conhecer melhor suas reservas e garantir operações seguras. Segundo a instituição, o setor de óleo e gás brasileiro mantém histórico de conformidade com padrões internacionais, reforçando a credibilidade das atividades de exploração e produção.

Para a Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (ABESPetro), a licença representa um marco para a expansão da indústria nacional. A entidade aponta que a exploração na região pode consolidar a autossuficiência em petróleo e gerar efeitos positivos sobre a produção industrial e o mercado de trabalho, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também manifestou apoio à medida, afirmando que o licenciamento é um passo estratégico para avaliar o potencial produtivo da costa norte e promover uma transição energética mais equilibrada. “A medida representa um avanço importante para avaliar o potencial de produção de petróleo e gás na costa norte brasileira, em área de alta relevância estratégica para uma transição energética justa e sustentável”, diz a nota.

Levantamento do Observatório Nacional da Indústria, vinculado à CNI, projeta que o desenvolvimento da Margem Equatorial pode gerar 495 mil empregos formais, acrescentar R$ 175 bilhões ao PIB e gerar R$ 11,23 bilhões em arrecadações indiretas, reforçando o impacto econômico e social da atividade.