Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Incêndio em Hong Kong já dura mais de 24h e deixa 65 mortos

Tragédia no complexo Wang Fuk Court mantém centenas de moradores desaparecidos enquanto suspeita de negligência na obra leva três homens à prisão
Incêndio em Hong Kong já dura mais de 24h e deixa 65 mortos
Incêndio em Hong Kong já dura mais de 24h e deixa 65 mortos - Foto: Yan Zhao/AFP

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Equipes de bombeiros seguem há mais de 24 horas tentando apagar o incêndio no complexo habitacional Wang Fuk Court, no bairro de Tai Po, em Hong Kong. O fogo, considerado o mais mortal na cidade em três décadas, começou às 14h de quarta-feira (26/11), horário local, e já deixou 65 mortos, além de 62 pessoas presas em apartamentos e 76 hospitalizadas, sendo 43 em estado crítico ou grave, segundo o South China Morning Post. Ainda há 280 moradores desaparecidos.

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O incêndio atingiu sete dos oito prédios do conjunto, que possui mais de 2 mil apartamentos e abriga cerca de 4 mil moradores. Apesar disso, o fogo já foi totalmente extinto em quatro edifícios, enquanto as chamas estão controladas nos outros três, permitindo avanço gradual das equipes de resgate. Mesmo assim, o cenário continua crítico devido ao grande número de desaparecidos e à gravidade dos feridos.

Vídeo: Reprodução/ Redes sociais

A polícia confirmou a prisão de três homens ligados à construtora responsável pela obra em andamento no local. Eles são suspeitos de homicídio culposo, já que as telas usadas na reforma não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio. As autoridades acreditam que o fogo se espalhou rapidamente por causa das telas verdes de construção e dos andaimes de bambu instalados nos prédios. “Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente, resultando em um grande número de vítimas”, afirmou a superintendente de Hong Kong, Eileen Chung.

Um bombeiro está entre os mortos, segundo a BBC, e outros profissionais também ficaram feridos durante o combate às chamas. Além disso, as equipes relatam dificuldades para acessar áreas internas dos prédios, já que a temperatura permanece muito alta e coloca os agentes em risco constante durante as operações.

Um porta-voz dos bombeiros destacou que há “muita preocupação” com o calor extremo dentro das estruturas, o que continua dificultando o resgate das vítimas e o avanço seguro das equipes.