Ouça este conteúdo
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o cargo de líder da minoria na Casa, conforme mostrou edição extra do Diário da Câmara nesta terça-feira. A decisão ocorre enquanto Eduardo está nos Estados Unidos, articulando junto a autoridades norte-americanas a imposição de sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
O pedido de indicação de Eduardo para a liderança da minoria havia sido feito pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). No cargo, o parlamentar, terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não poderia ter seu mandato cassado por faltas. No entanto, Motta indeferiu a nomeação: “Indefiro, nos termos do Parecer da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados de 22/09/2025”, escreveu o presidente da Casa.
O parecer citado por Motta destaca que a ausência de comunicação prévia sobre o afastamento do território nacional caracteriza violação do dever funcional do parlamentar. Além disso, segundo o documento, a ausência impede enquadrar o registro de presença à distância em qualquer hipótese de excepcionalidade. Ou seja, sem comunicar a ausência, não é possível legitimar a liderança de forma oficial.
O texto ainda reforça que a função de líder exige presença física e atuação direta. “A ausência física do parlamentar do país o impede de exercer prerrogativas e deveres essenciais à liderança, tornando seu exercício meramente simbólico e em desacordo com as normas regimentais”, afirma o parecer. Com isso, a nomeação de Eduardo Bolsonaro para líder da minoria fica formalmente rejeitada pela presidência da Câmara.







